02
nov
10

Sonhos de uma noite de verão

woweu sempre digo que volto, mas volto nada. enfim, foda-se.

a coisa é: to bebaço. e também to ouvindo um som legal. bebendo meu copo de uísque, depois de beber umas cervejas com a mexicana gostosa e um resto de uma garrafa de vodka perdida no congelador. eis-me aqui, curtindo um som e bebendo o fim do whiskie 15 anos.

eu poderia falar várias coisas. como perdi a paz e a paciência. mas falarei da noite interminável, do ruído dos motores, da sala de torturas (a minha sala de tv).

o negócio é: em agosto saí por aí, sem rumo, sem destino. cheguei numa cidade legal, bastante dominada pela arquitetura relativamente antiga. achei um hotelzinho meia-boca e tchum, dormi.

no dia seguinte fiz um giro de tarde e voltei, dormi mais esperando a noite. como é bela a noite! descobri uns bares legais, e fui bebendo. bebi, bebi até ver que estava legal. depois saí em busca de divertimento. e era a cidade certa. alguns bares pareciam apenas bares por fora, mas quando você entrava, descendo escadas e mais escadas, chegava em um ponto onde tinham moças seminuas a dançar no balcão do bar. uma cena indescritível.

fiquei ali um tempo, até perceber que ali não comeria ninguém. depois saí e fui fazer um giro. as opções àquela hora eram muitas. bastava você andar sozinho ou em um grupo de homens e logo vinham os caras com panfletos e propagandas dos strip bar da vizinhança. e ali tava cheio desses bares.

até que decidi entrar em um. pra entrar era de graça, mas um passo dentro e a mulherada pulava no seu colo. isso era foda. porque eu gosto de decidir, de analisar, de escolher aquela que mais me atrai. ali era impossível. eu dizia pra uma que tinha apenas chegado, vinham outras três e grudavam em mim, pegando no meu saco, roçando os peitos…eu tava com o pau duro, mas ainda não tinha achado aquela que deveria me conquistar pra noite. até que…

até que passou uma mulata muito gostosa. eu olhei pra ela, mas estava com outro. caralho, pensei. é essa. ela também percebeu.

fiquei ali rejeitando suas colegas que a cada dois minutos mudavam, sempre olhando pra ela. quando finalmente ela veio pro meu lado, perguntei o preço. e o que ela disse era mais que o dobro do que as outras pediam. fiquei indignado e justifiquei

“as suas amigas cobram menos da metade, caralho!”

“os preços são iguais”, respondeu.

“são nada”, eu disse, virando as costas pra mulata e voltando à última que tinha se oferecido pra mim por menos da metade. e ela me respondeu

“o preço é esse”, igualando-se à mulata.

não podia ser, era um complô. perguntei à todas outras e o preço tinha mudado, repentinamente. malditos, pensei.das duas, uma: ou quando um começa a escolher muito o preço aumenta, ou depois de uma certa hora o preço aumenta autmaticamente.

como eu não podia nem descobrir os motivos do aumento, nem bancar o novo preço, me despedi do local meio de fininho, mas ainda indignado. caminhei e caminhei pelo centro, até que achei uma plaquinha discreta mas explícita. entrei e perguntei quanto era.

“agora só temos essa moça livre”.

hey

“pra mim tá ótimo” disse analisando-a. era loira, bonita, entre 30 e 40 anos, mas em forma.

“120″, falou a cafetina.

“fechado”, eu disse. fomos para o quarto. tínhamos meia-hora pra tudo. ela não era brasileira. aliás, não faço idéia de onde era, só sei que a nossa comunicação foi mais por sinais que por palavras, mas não era muda, falava uma língua para mim ininteligível, ou russo, ou búlgaro, ou tcheco…sabe lá.

pessoalmente foi legal. senti um tesão por ter uma moça que não me entendia, e à qual eu também não entendia, mas no fim, sem a necessidade das palavras, conseguimos nos entender tão bem.

ela fazia uma chupeta maravilhosa.

e no fim me despedi com uma lambidinha na buceta…

final imbatível!


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As mulheres de minha vida - e a minha vida - passearão por este antro patologicamente correto, fetichista, ninfomaníaco, sujo, depressivo, alcoólico e deteriorante. Vivamos a vida como ela é. O que deveria ser não é nada a não ser abstração e saudosismo barato, com pitadas de hipocrisia. Bem-vindo à privada aberta. Puxe a descarga na saída. (Talvez este blog seja uma obra de ficção e eu não exista realmente)

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