21
Ago
09

Zoninha nova

biondaEu pensava que não tinha zona na cidade que moro agora. Doce ilusão.

Doce porque se não a tem, economizo muito dinheiro. Além das putas de rua de qualquer cidade brasileira, encontrei ontem uma zoninha um pouco fora da cidade, mas frequentável.

R$ 15,00 pra entrar, com direito a um drink. Obviamente pedi um belo copo regado de whisky, que não era tão regado assim, mas valeu a pena. O ambiente não era tão grande, algumas moças sentavam-se ao lado da parede, duas dançavam nas barras acima do palco e outras andavam pra lá e pra cá atrás de tolos que pagassem drinks.

Sentei-me perto do palco e em menos de 2 minutos veio uma loira muito gostosa e se sentou no meu colo. Um shortinho minusculo, grande decote, a roupa inteira branca e meu pau ficou duro na hora.

Começamos a conversar e aos poucos fui perguntando como funcionava a casa. Ela dançava e rebolava no meu colo, me fazia carícias, me convenceu a pagar uma bebida pra ela. Quinze reais a mais. Caralho, pensei, se continuar assim to ferrado. Conversamos acho que por mais meia hora e ela querendo me levar pra dentro. Eu, como to meio sem grana, inventava desculpas, mas já quase cedendo. O homem é uma merda, somos definitivamente manipuláveis pelas mulheres. Principalmente as bonitas e gosotosas que dão bola pra nós.

Quando cheguei no caixa pra pagar pela noite, subitamente me veio um fluxo de consciência e titubeei. Comecei a questioná-la novamente pra ver se tudo que havíamos combinado seria cumprido. Ela percebeu minha indecisão e começou a me chantagear dizendo que eu estava fazendo uma cena na frente do chefe dela e mais um monte de abobrinha.

No final já tinha me convencido de novo e no momento que eu tirava o cartão da carteira ela comentou de outro rapaz: olha só aquele lá, tá pagando tudo aquilo pra moça…

Se eu disser que reagi na hora, mentiria. Uns dois minutos depois que ela disse isso, no alto de minha embriaguez, respondi: se você acha que to pagando pouco, então vou-me embora. Ela tentou consertar, dizendo que não queria ter dito isto, mas não adiantava, eu tinha arrumado o pretexto que queria pra escapar das artimanhas das putinhas de zona.

Eu gastei dinheiro pra caramba hoje, mas não fosse esse lampejo de lucidez final, talvez uma outra boa parte do meu dinheiro teria ido literalmente por água abaixo. Ela ficou puta – embora já fosse – com o que eu disse e voltou a dançar em cima do palco.

Meu pau duro se lamentava por elaa.

11
Ago
09

Perfume secreto

Ragazza sdraiata gLembro-me de uma garota que conhecia algum tempo. A gente fez cursinho juntos mas como todo cursinho a gente acaba conhecendo somente as pessoas que sentam ao nosso lado. Ela sentava longe, no meio da sala lotada. A conhecia de rosto. Me diziam que ela era a fim de mim. Eu sempre duvidei. Na verdade, eu tinha outras prioridades à época. Desprezei ela mesmo.

Fomos nos encontrar alguns anos depois numa festa de algum amigo comum. Eu nem me lembrava dela mas aconteceu aquilo que sempre acontece, vi ela em algum lugar. Puxei papo com essa desculpa e ela disse que fizemos cursinho juntos. Lembrei na hora. E na hora também veio automaticamente o distanciamento. Conversei mais um pouco e fingi que tinha uma chamada no celular e disse tchau, nos vemos qualquer dia.

Depois desse dia, vez em quando eu encontrava com ela nos bares ou boates, ela sempre sorrindo. Longe de ser uma modelo, também nao serviria pra feia. Um dia bêbado pra variar, comecei a dar bola pra ela. Fomos a um outro bar, mais tranquilo, com meia-luz e uma musiquinha relaxante, bebemos um monte e conversamos pra caramba. Nessa hora me perguntei pq a evitei durante tanto tempo.

Os olhos dela brilhavam e inventei uma desculpa pra pegar em seu braço, desci até o pulso e depois os dedos. Ela chegou mais perto, nos beijamos.

Estava com uma saia jeans e por baixo aquelas meias-calça pretas.Acariciei as coxas, ela fechou-as e pressionou meus dedos ali. Continuamos beijando, o bar esvaziando até que o garçom teve que fazer aquele pigarro como que dizendo, ta na hora pessoal!

Paguei e fomos prum motel, o melhor da cidade. Começou a me beijar inteiro enquanto eu a despia. Tinha uma bunda grande, o que com as roupas parecia que era um pouco acima do peso, mas nua via-se que era genético mesmo: um belo traseiro e um dos poucos que vi na minha vida sem celulite. Coxas duras e seios firmes. Mas tinha vergonha ou pouca habilidade pra chupar. Ninguém é perfeito pensei enquanto abria suas pernas e começava a lamber a bucetinha. Desci bem devagar, na beiradinha primeiro pra deixar ela louca, depois perto do cu e voltei subindo lambendo bem dentro, enquanto metia um dedo no seu cu. Ela gemia.

Confesso jamais ter encontrado uma buceta cheirosa. Todas elas tem cheiros, mas um cheiro diverso desta. Essa era especial. Rosinha, parecia intocada. Perfeita. E cheirosa. Lambi de todas as formas, ela gozou duas vezes na minha boca e eu continuava chupando. Um sentimento de eternidade surgiu e eu poderia ficar dias com a cara enfiada ali sem me cansar.

Mas ela pediu arrego, e assim que parei minha lingua ficou dormente. Nunca tinha feito tanto esforço. Nem gastamos camisinha. Depois disso ela me abraçou forte, me beijou durante alguns minutos. Me enlaçou pela cintura, encostou sua cabeça no meu peito e dormimos algumas horas assim.

Tentei ligar pra ela, mas nunca me respondeu. Enviei mensagens, emails e nada. Nunca soube o que aconteceu. Sumiu, como se fosse um bom sonho que dura pouco.

Lembro com ternura dessa noite e quando sinto um perfume parecido ao da sua bucetinha meu pau endurece na hora. Como eu gostaria de revê-la…

03
Ago
09

Mulatinhas defloradas

di-mulata-em-rua-vermelhaO primeiro livro de putarias que li nunca recordarei o nome, mas se não me engano o autor chamava-se James alguma coisa. Ou John. Talvez Jack. Lembro que era com J, mais de 70% de chances que seja James. Eu estava na quinta série e não sabia o que era punheta. Nem na teoria, que dirá na prática.

E não foi esse livro que me fez descobrir.

Mas como eu dizia, na quinta série a gente era obrigado a retirar livros na biblioteca, a leitura forçada que acaba por afastar mais as crianças e depois de crescidos os adultos dos livros. A mania era ler uns livros que a gente “escolhia o final”, por assim dizer. Eram livros de ficção científica e aventuras, que era o que crianças com 12 anos costumam gostar. A cada cinco ou seis páginas o personagem principal tinha que tomar uma decisão. Se eu quisesse a decisão “a” deveria saltar para a página tal, decisão “b” para outra e assim por diante. Resumindo, no final você lia muito pouco porque a maioria dos finais e das bifurcações você deixou de lado. Eu sempre tentava ler todos os finais mas me perdia no meio da bagunça de pular páginas.

Um dia cansei desses livros e resolvi arriscar um grande. Grande na época era um em torno de cem paginas. Decidi escolher aquele com o título mais legal. Não consigo me recordar do titulo, mas sei que era um de capa vermelha com o desenho de uma casa.

Não é que o livro fosse de putaria, longe disso, mas tinha perdido dentro dele algumas cenas íntimas entre homem e mulher, que certamente mudou minha vida. Eu já tinha visto alguma coisa na TV mas lá funciona como se a gente estivesse apenas olhando, óbvio, enquanto no livro você acaba entrando na pele do personagem. E foi o pecado de Adão no paraíso.

Renovei algumas vezes o livro e devo ter lido de 4 a 5 vezes. Ainda não sabia o que era punheta, mas na minha cabeça – a de cima – estava começando a desvendar as névoas do sexo. Foi o primeiro passo.

Lembro que já na sétima série um dos livros que fomos obrigados a ler foi Capitães de Areia, do Jorge Amado. Esse foi mais arrebatador ainda, porque tem cenas explícitas de sexo, estupro e outras baixarias que Pedro Bala e a sua trupe de moleques vagabundos aprontava nos areais da capital soteropolitana. Creio que nessa época eu já conhecia a punheta, inclusive na prática, pois ainda tenho alguma lembranças delas enquanto as mocinhas eram defloradas na madrugada quente de Salvador. É inesquecível uma que se dizia donzela, que estava prometida para casar e implorou prum dos moleques de comer só por trás, a fim de manter a virgindade. O cara comeu por trás e depois quis pela frente. A moça ficou puta da vida e começou a xingar o estuprador, dizendo que ia desgraçar a vida dela… que coisa, por trás pode né? Mas tudo bem, lá no inicio do século XX ser virgem ainda queria dizer alguma coisa alem do horóscopo.

Pensei várias vezes em retornar à minha escola pra procurar o tal livro vermelho mas duvido que ainda esteja lá. Os capitães da areia cheguei a comprar, mas se perdeu pelos descaminhos da minha vida. E hoje tenho uma certa aversão a Jorge Amado. Como se seus personagens tivessem vida própria e eu admirasse somente eles, e não seu autor. Coisas inexplicáveis. Talvez seja culpa da Zélia Gattai.

Agora, na sacada do meu prédio, às seis da tarde, bebo meu gole de whisky, um vento gelado me bate na cara, e lembro-me feliz das mulatinhas defloradas por Pedro Bala.

31
Jul
09

O ursinho do amor e outras loucuras – por Ronaldo Júnior Fronza

Recebi por email este texto e com a devida autorização e citação do autor, publico-o aqui, já que a tampa da privada já estava aberta:

Ainda não consigo entender nem lembrar tudo o que se passou naquela madrugada de segunda para terça-feira de uma semana qualquer. Sou casado há cinco anos, tenho um filho de dois anos, e além de minha esposa, a criança e eu, um casal divide o aluguel da casa conosco: o Armando e a Cibeli. O Armando pouco liga para Carmem e eu, mas a Cibeli é toda preocupada. Na verdade, é minha amiga de infância. Na referida noite, minha esposa havia ido viajar com o Rafael, nosso filho, visitar os parentescos em outro estado, e só retornariam no final de semana. Meu primo, Roberto, sabendo disso, me convidou para tomar umas cervejas. Eu nunca fui de sair escondido, aliás, desde que casei com Carmem nunca mais sai sem o seu consentimento. No entanto, achei que não haveria maldade numa saidinha no meio da semana.

O Roberto passou aqui em casa por volta das 10 horas da noite. Fomos num bar aqui perto, e pegamos algumas cervejas. Não muitas, pois o casal que mora aqui dorme cedo. Graças à confiança que tenho neles, expliquei que não falaria nada a Carmem. O Armando topou numa boa, até porque eu sei muitas de suas histórias. Já a Cibeli ficou um pouco contrariada, não achava isso certo, mas acabou topando por conta dos anos de parceria. Além disso, ela também tem uma certa implicância com a Carmem, e com isso juntou o útil ao agradável. Enfim, começamos bebendo ali em casa, conversando alegremente. Depois, saímos para a rua, sem saber aonde ir. Acabamos optando por um puteirinho que tem numa avenida aqui da nossa cidade cheia de casas de festividades. Negociamos o preço, e entramos. De início, uma morena muito parecida com a Sabrina Parlatore sentou comigo, enquanto uma outra morena, porém com a pele mais clara, sentou-se com o Roberto. O papo foi aquele de sempre:

- E aí, curtindo a noite?

- Sim. E aí? – respondi.

- Vai beber algo?

- Uma cerveja.

Ela busca a cerveja, eu vejo aquele rabo gostoso desfilando diante dos meus olhos, acompanho seus movimentos de ida e volta ao bar, até sentar-se novamente ao meu lado, passar a mão no meu peito e dizer:

- Nossa, como você é gostoso.

- E você é muito linda.

- Obrigada. Me paga um drink?

- Quanto?

- 50 reais.

- Quanto??

- 50.

- Espera um pouco, vamos devagar.

Enrolamos as duas o máximo que podemos, até que saem, dizendo que não podem perder tempo, pois estão trabalhando. Uma outra morena, mais velha, com a cara parecida com a do Michael Jackson, senta-se conosco. Eu estou louco para despachá-la, até porque já tinha avistado uma loira gostosa com uma micro-saia perto da porta. Mas a Michael Jackson senta-se bem ao meu lado, e, para piorar, parece que quer papo. Tento não ser grosso. Ficamos ali, ensebando, mas os preços daquele puteiro eram caros em tudo: bebida, drinks, mulheres e quartos. A mulher com o quarto dava 220 reais. Tomamos as cervejas e resolvemos ir, prometendo retornar mais tarde. Nisso, Felipe, um amigo nosso, liga. Passamos para pegá-lo e vamos beber mais um pouco num boteco qualquer. Depois, resolvemos entrar numa boate normal, ou seja, um não-puteiro, numa região boêmia da cidade. Como é terça-feira, são poucas as opções. Acabamos entrando num lugar que tocava samba, pagode, hip-hop e afins. Dias depois fui descobrir que tinha uma banda tocando lá, mas enfim, o local não estava muito cheio. Chegamos num grupinho que tinha três mulheres. Eu abordei uma morena e convidei-a para dançar. As três estavam com a cara muito séria, e eu não lembro o que falei, mas recordo da morena se virando para a amiga, falando em meio às gargalhadas: “esse aqui é muito engraçado”. Mas não rolou mais que isso. “Perdi o jeito de chegar na mulherada”, pensei. Depois, tirei para dançar uma mulher baixinha, de cabelo curto bem escuro, de óculos e com cara de maluca. E o pior que a louca era psicóloga e ficava me olhando de boca aberta, como se eu fosse o Brad Pit. Achei que era só pegar, mas não rolou também, até porque estava bêbado demais para articular frases impressionáveis e bolar alguma cantada. E também estava cansando de dançar. Resolvemos sair, pois não restavam muitas opções naquele lugar. Voltamos para o bar e bebemos mais algumas, planejando para qual puteiro iríamos. Passamos na frente de um, mas como haveria um jogo importante na cidade, estava lotado com jogadores, torcedores e comissão técnica de um dos times locais. Resolvemos ir até outro, mas o Felipe desistiu no meio do caminho, e o deixamos em casa.

Entramos no outro, na mesma Avenida, já devia ser quase quatro da madrugada. Para a nossa felicidade, só havia mulheres. Nós dois sentamos, mas pelo visto elas não estavam muito afim de trabalhar. Duas delas, apenas com um fiapo tapando o sexo, dançavam sensualmente agarradas naquele ferro onde elas fazem strip. Roberto e eu pedimos uma cerveja. Como elas seguiam sentadas em suas mesas, fiz sinal com o dedo para uma loira. Ela veio acompanhada de uma morena, que entregou ao meu primo, e sentou-se comigo. O papo foi aquele de sempre, no entanto, enquanto conversávamos, vi uma morena magra, corpo malhado, cabelo bem liso e escuro até a cintura, passar dançando feito uma cobra na minha frente. Tentei me concentrar na loira, mas não teve jeito. Enquanto observava aquele corpo magnífico serpenteando, acabei perguntando:

- Quem é ela?

- Ah, é a Micheli.

- Hmmmmmm.

A loira viu que eu babava.

- Quer que eu chame ela?

- Sim – respondi instintivamente.

Ela foi lá e me trouxe a Micheli. Confesso que gaguejei diante daquela mulher. Já sem saber o que falar, com a imagem dela dançando docemente na minha frente fresca na minha memória, acabei convidando-a para dançar. Eu a segurava pela cintura enquanto ela esfregava aquele rabo venenoso no meu pau, que a essa altura já estava saindo pelas calças. Foi rebolando desse jeito que ela pediu com muito jeitinho um drink. Nem perguntei quanto era e mandei vir. Nossa, eu dava a minha alma por uma noite com aquela morena. Esqueci tudo. Esqueci a Carmem, o Rafael, a merda dos meus sogros, meus falecidos pais, meu passado, meu presente, meu futuro, meu trabalho, tudo. Só queria ela. E ela espertamente sabia disso. Não faço a mínima idéia de quanto tempo dançamos, mas lembro que saímos do bordel levando as duas. Não sei porque cargas d’água fomos parar numa loja de conveniência dum posto de gasolina, provavelmente para comermos algo. Roberto me chamou de canto e perguntou:

- A aí?

- E aí – respondi.

- A tua faz por quanto? – ele me perguntou.

- Ela falou 170.

- A minha diz que faz por 140.

- Você tem grana? – perguntei.

- Tenho. E você?

- Bem… aqui não. Mas tenho o cartão lá em casa.

Nisso, as duas vêm em nossa direção. A Micheli me abraça e me beija. Eu fico com o pau mais duro que uma rocha. Se precisasse, eu assaltava aquele posto por ela. Foi então que perguntei para o Roberto se ele me levava até em casa para pegar o cartão. Como ele também estava completamente bêbado, aceitou. Atravessamos a cidade, e eu, quase cinco horas da manhã, entro em casa, acordo todo mundo, reviro minhas coisas e acho o cartão. Saio sem dizer nada enquanto os três me aguardam no carro. Entro e dou um longo beijo em Micheli, feliz da vida. Voltamos para a mesma loja do mesmo posto onde havia um caixa eletrônico. Saco exatos 170 reais, até porque o resto eu já tinha gasto. Nisso, Micheli me beija de novo e aponta para um ursinho de pelúcia, com um coraçãozinho escrito “I love you”, em uma estante:

- Olha só que amor.

Os olhos dela brilhavam. Quer dizer, não sei se brilhavam mesmo ou se era o álcool no meu cérebro que faziam brilhar mais do que qualquer estrela. Não resisti:

- Você quer?

- Quero! – gritou ela euforicamente como se fosse uma garotinha de 5 anos. Aquilo me comoveu mais ainda. Perguntei para a caixa quanto era. 30 reais. Quando eu disse “vou levar”, o Roberto por um segundo despertou do trago e começou a berrar:

- Você ta louco meu irmão!??!! Ficou maluco!!?! Vai gastar 30 reais com isso! O cara, se liga porra!!!

Eu só ria. A caixa também. E a Micheli abraçava o ursinho como se fosse nosso filho. Já o Roberto estava com os olhos arregalados, em pânico, tentando me convencer a não comprar. “Mas ela quer”, disse para ele categoricamente e paguei os 30 reais no caixa. Micheli me beijou, como se nosso filho tivesse nascido. “É o nosso Juninho”, falei para ela, e a abracei. Olhei para o seu rosto e vi duas bolinhas profundas e vermelhas de emoção. Senti então que, se já não era mais capaz de fazer Carmem feliz, poderia levar alegria a alguma mulher da vida carente.

Fomos para o carro e dali seguimos para um motel. Subimos as escadas. Eu estava ansioso para ver aquele corpo nu. Entramos no quarto e ela até esqueceu de cobrar adiantado, como geralmente fazem. Nos beijamos loucamente e tiramos as roupas aos poucos. Eu a beijava furtivamente, nem fazia questão que me chupasse de início. Enfiei minha mão na boceta dela, e por Deus, estava completamente molhada. Comecei a esfregar meus dedos na parte superior da boceta e ela gemia e pegava no meu pau, enquanto nos beijávamos. Há quanto tempo eu não tinha um sexo assim com Carmem! Então ela pegou a camisinha, que eu confesso que se dependesse de mim nem lembraria, e a colocou com a boca. Depois, veio por cima, e rebolava em meu pau, enquanto eu passava a mão na sua barriga magrinha e malhada e nos seus pequenos peitos, que de vez em quando eu engolia e lambia os mamilos enquanto ela gemia. Não faço idéia de quanto tempo durou, mas sei que trocamos de posições varias vezes, de quatro, de pé, sentado, deitado, e eu, talvez pela bebida, talvez pelo cansaço, mas com certeza para a minha sorte (e a dela também) demorei para gozar. Quando gozei achei que fosse desfalecer. Vi as luzes entrando pelas frestas das janelas e percebi que já era de manhã. Conversamos alguns minutos e quando achei que ela fosse querer ir embora, começou a me chupar de novo. E quando meu pau ficou duro, ressurgido das cinzas, e comecei a trabalhar por cima enquanto ela gemia, ouvi uma buzina. “Filho da puta”, murmurei. Abri a janela pelado e comecei a gritar:

- Vai se fuder, caralho! Deixa eu fuder aqui, porra!

Alguém lá do portão de saída do motel gritou:

- Cala a boca!

Quando me virei para a cama, ela já estava se vestindo. Foi então que se ligou para me cobrar. Fui dar os 140 que sobrou e ela:

- A gente combinou 170.

Eu olhei par ao nosso Juninho e apontei:

- 30 é dele.

Ela concordou e saímos. Ao entrar no carro, estava indignado:

- Porra, tu fudeu com a minha foda.

Todo mundo no carro se mijava rindo enquanto eu esbravejava.

- Quando começamos a segunda tu começa a buzinar, porra!

- Mas os caras ligaram! Deu três horas! Eu não tinha dinheiro para mais – explicou o Roberto.

Bom, na hora eu nem pensava em dinheiro, e segui indignado. Deixamos as duas numa rua qualquer do centro. Na despedida, um longo beijo, como se eu fosse para a guerra. Ela, vendo que eu estava completamente bêbado, pegou meu celular e salvou o seu número com o nome. Na despedida, dei mais um beijo nela e um tapinha na cabeça do ursinho:

- Cuida bem do nosso Juninho.

Uma lágrima caiu de seus olhos enquanto começava mais uma terça-feira da vida.

13
Jul
09

Jazz & whisky, baby

Texto publicado em 29.03.2009 no meu antigo blog – link ao lado

jazz for a rainy afternoonTo há alguns meses sem sair de casa. Sem ir em boates, bares, essas coisas. Ainda também não to correndo atrás de empregos por enquanto.Fico na minha sacada bebendo, fumando e lendo, o dia inteiro. Que me vê deve me achar o maior doidão da cidade. Vagabundo. Mas é legal ser vagabundo nesse sentido tipo, beber e ver a vida dos outros correr na nossa frente. Os cara que moram comigo são meio bobões assim. Todos vieram de cidades menores pra estudar ou trabalhar aqui. Não saem, quando bebem é pouco. Dois deles tem uma namorada lá na cidade deles. Coitados. O outro parece que tinha uma aqui, mas ela voltou pra cidade dela há algum tempo e terminou. São caras que gostam de namorar. Eu não sou um deles. Quer dizer, de vez em quando é até bom, ficar uns meses com alguma, mas depois começa a encher o saco. Elas começam a ocupar cada vez mais espaço e te deixam sem outra escolha a não ser acabar com tudo. A sua liberdade é retirada, pois são – a maioria – possessivas pra caralho.

Agora são 9 da manhã. Ontem fiquei em casa, como sempre, mas não bebi. Queria ver a Fórmula 1. Quem diria que o Barrichelo ficaria em segundo. E pelo que se vê, tem grandes chances de levas o campeonato a equipe dele. Acordei e pra manter razoável meu grau de melancolia, coloquei um jazz daqueles bem calmos que quando a gente ta sozinho dá vontade de bebericar um whisky. Quando a gente ta acompanhado, dá vontade de vocês sabem bem o quê. To bebendo whisky.

O jazz é um ritmo bem interessante. Traz consigo um ar específico, uma sensação que nenhum outro ritmo tem. O jazz é um ser vivo com sentimentos. Despretensioso, quer ficar só na dele, sem ninguém incomodando. O jazz fuma seu charuto num canto, com a aba do chapéu levemente caída sobre os olhos e um copo cheio na mão esquerda. Curte sua própria melancolia, sem incomodar ninguém, sozinho e ta bom demais.

Depois de um longo período sem ouvir, o jazz hoje me fez pensar. Cara, quanto tempo sem essa sensação.

São 9 e pouco da manhã e eu na sacada bebendo whisky. Cai uma garoa leve. Se alguém me visse a essa hora da manhã bebendo, me chamaria de alcoólatra. Não ligo pra isso. Me chamem do que quiserem. A mim importa apenas o que eu sinto, se é justo e válido me sentir desta forma. Sempre que avalio meus sentimentos como justos e válidos, faço o que me dá na telha. Não importa se depois me arrependo, no momento era o que eu precisava fazer. Sou um cara digamos coerente, sempre que posso.

Fui na padaria hoje mesmo, comprar uns pãezinhos. A moça bonita não trabalhava hoje. Peguei também um pouco de queijo e presunto. Dei uma olhada na capa do jornal, mas resolvi não gastar com isso. Pelas minhas contas, se eu não exagerar nas bebidas agüento uns dois ou três meses sem trabalhar ainda. Quando chegar no segundo mês devo começar a ir atrás de algo. Por ora fico aqui, apreciando a vista da cidade da minha sacada, vendo as moças desfilarem ali embaixo e lendo, ebbendo e escrevendo esse blog. O importante é não ter pressa. As coisas com o tempo se ajeitam. Eu mais do que ninguém, sei disso.

Um saxofone toca em minha cabeça. Preciso de mais gelo. Preciso de mais vida. Oh, I love you darlin, you ain’t no one’s but mine.

04
Jul
09

O pleonasmo da vida

A madrugada, vazia, vazia… enquanto eu bebo e falo do vacuo da vida – que coisa mais chata e repetitiva, beber e se lamentar – estou sentado, aqui no frio da sacada do meu quarto, tomando uma cerveja.

A noite é escura, fria e ninguém na rua. Gostaria às vezes de poder fazer como os grandes escritores, que partindo de um tema banal escrevem excelentes coisas. Eu me repito que bebo e que a vida é inocua…

Mas ja escrevi coisas melhores, isso eu garanto. O problema é que ultimamente nao tenho lido muito. A literatura é o alimento da minha inspiraçao. Ah, vida!

Contudo, essa longa espera do nada tende a terminar, pelo menos ficar mais interessante, ja que planejo me presentear com um belo fim de semana, onde vou gastar mais de 200 reais para o meu bem-estar. Estou merecendo. Pensando meus ultimos meses, tem sido mto duros. A mudança de cidade, a distancia cada vez maior da minha tia Bea… é verdade que tenho mar aqui do lado, quando vier o calor vai ser bom, mas é muita coisa de uma vez pra assimilar, a cabeça começa a girar, a girar e a girar…

Ontem a garota da padaria sorriu. Seu sorriso era sincero e eu acreditei nela. O queijo fatiado que ela me entregou com suas maos eram mais do que simples pedaços de um derivado do leite que iria me alimentar algumas madrugadas depois, mas um sinal de que sim, a esperança existe. Era um belo sorriso. Peguei o pacote do queijo e olhava a sua boca e seus dentes. Ela virou-se para atender uma senhora e eu paralisei-me. Paguei e voltei pra casa pensando no seu sorriso, que jamais saberei se era direcionado a mim, ou apenas um habito adquirido com o tempo de sorrir com sinceridade à clientela – neste caso a sinceridade se devia ao fato de o sorriso ser sincero com sua intençao de continuar no emprego, nao de ela estar feliz. A contradiçao no caso existiria, mas a sinceridade, de uma forma ou de outra, era verdadeira e transparecia a todos.

Peguei o queijo sincero e vim pra casa. Dormi hoje o dia inteiro e agora, no frio da madrugada, lembro da doce sinceridade da moça, que bebo em goles junto com minha cerveja amarga.

Ah, vida injusta!

23
Jun
09

Suspiros

O poder de abstrair o caos do mundo – do seu mundo, sejamos claros – os rumores, ignorá-los e seguir a vida. Ai ai, tudo poderia ser tão mais fácil… (suspiro)

Cala a boca e tira logo a roupa. Entendeu ou quer que eu desenhe ?

16
Jun
09

Mudança de foco

Texto publicado em 15.03.2009 no meu antigo blog – link ao lado

Manos_dibujandoA sinceridade acaba sendo a minha saída. Eu tento tento tento mas não consigo me livrar dela. Muitas vezes minto, muitas vezes invento. Mas ela me persegue, gruda em mim como um carrapato e acabo me fodendo e falando a verdade.

Ei-la aqui. Não, não. Não vou ceder e falar a verdade. Vou fingir então. Isso. Muito bom. Fingir. Fingir não é mentir. Fingir é atuar. Um ator não mente, ele finge. Isso. Boa, Bull!

Finjamos, pois pois. Finjo que estou em uma crise, uma tal de depressão, e ao invés de meus textos sobre minhas mulheres (que a muito contragosto descobri que não dão nenhuma audiência) vou começar a escrever sobre minha crise existencial. Isso. Sentirão saudades de tia Bea? Eu já sinto. Sentirão saudades das mulheres que me largaram, das mulheres que eu larguei, das mulheres? Todos sentimos falta das mulheres.

E usando a lógica é fácil ver que não adianta escrever sobre sexo. Ainda mais na internet. Os maníacos sexuais acham muito mais atrativo baixar fotos e filmes que ficar lendo textinhos sem graça. É óbvio. E os maníacos sexuais que lêem, preferem ler em livros, não numa tela de computador.

De qualquer maneira, quando me der na telha volto aqui e falo das minhas mulheres, como antes. Mas hoje to meio melancólico. Creio que até tia Bea sentiria pena de mim e viria aqui me consolar, se morasse perto de mim. Mas ela sempre morou relativamente longe, de Curitiba pra Londrina se vão boas horas de viagem. E faz algumas semanas que estou morando mais longe ainda da minha tia gostosa. Me mudei. E ninguém vai saber pra onde, porque talvez eu nem tenha mudado e estou tentando apenas criar um clima de universalidade na cidade em que moro pra poder atingir mais pessoas quando eu for publicado.

Então imaginem uma cidade mediana (usem o seu próprio critério de mediano, de acordo com o país que vocês vivem), com razoável quantidade de pessoas e uma vida noturna bastante boa. É onde moro agora. Numa esquina, segundo andar. Cidade sem praia, mas próximo do litoral. Quente e frio quando se faz necessário para ambientar as respectivas histórias. Raramente neva. A última vez foi na era glacial. Mas o frio, no inverno, aparece.

Vivo aqui, há poucas semanas, como já disse, e as mulheres são bonitas. Tem uma padaria na esquina, que me vende pão macio e quente a cada hora. Além de cigarro, que também comecei a fumar mais frequentemente há pouco tempo, pra acalmar a ansiedade da mudança. Sabe como é, a vida inteira vivendo no mesmo local, quando a mudança surge, o nervosismo vem a galope. Vende também cerveja, mas não muito gelada. A padaria. Tenho que colocá-la no congelador. A cerveja. A moça da padaria é bonita. Loira, com as curvas bonitas e atraentes. Um dia vou chamá-la pra me visitar em casa.

Colocar as coisas em ordem depois da mudança dá trabalho. São livros, roupas e computador, CDs e tralhas pra caralho. Fora o dividir a casa com estranhos. Mas isso eu, misantropo, acabarei por me acostumar, já que o ser humano se acostuma com tudo.

Sei lá, todas essas novidades às vezes parecem muito pra mim. Sinto um pouco de falta de Londrina, mas eu já sentia lá que a cidade era muito pequena pra mim. Ou não pequena, já que aqui tem mais ou menos o mesmo tamanho, mas lá tinha muita repetição. Conhecia muita gente, há muitos anos. E isso provoca a irritação constante, diuturnamente. Rotina. E a rotina é má por natureza. Por isso casamentos se desfazem, pessoas brigam e políticos se corrompem. A rotina os aniquila. Por isso, quando me vi enredado numa rotina que se eu não tomasse uma decisão logo se tornaria a mesma pro resto da minha vida, não pensei duas vezes e me mandei. Na verdade pensei sim, e bem mais de duas vezes. E em todas cheguei à mesma conclusão. Se manda Bull!

O lado legal é que você começa a viver em outras cidades e descobrir coisas inimagináveis ou pelo menos esquecidas da memória, como andar numa rua desconhecida com aquela vontade de descobrir somente aonde que ela vai dar. Em Londrina eu não tinha mais isso. Eu sempre sabia onde as ruas iam dar. Aqui não, tudo novo. E as ruas não são paralelas, então cada esquina é uma descoberta nova e quando você vê ta perdido, pois ela te levou pra outro lugar longe, muito longe de onde você imaginaria em sua vã filosofia.

E eu bebo. Como nunca bebi antes. Me divirto com isso, sempre me diverti. E agora tenho uma sacada só pra mim, no meu quarto. Então à noite eu me sento ali, com meu cinzeiro e meu copo, no escuro, e penso e devaneio com as luzes, os barulhos e os malucos da noite adormecida. Em um dos lados tem um hotel e se ouve barulhos noturnos às vezes. Homens e mulheres solitários metendo noite adentro. Tentando ocultar a infelicidade metafísica nos orifícios uns dos outros. Mas a infelicidade é líquida e escorre. Tudo volta de onde veio.

Eu, por enquanto, só assisto. Ainda não sinto a cidade nas veias, pulsando. Espero seu golpe. Espero conhecê-la melhor. E digo que assistir é muitas vezes legal. Enfim descobri como surgem os voyeurs. São perdidos como eu, tentando entrar em sintonia com a cidade, observando-a. Como qualquer outro vício, observar também nos faz bem e traz felicidades instantâneas que acabam por atrair mais vontade e assim se compra o primeiro binóculo ou luneta e daí fodeu de vez. Nunca mais será o mesmo. Eu sei que escapo dessa porque não tenho dinheiro pra binóculos. Mas a vontade é grande.

Tenho certeza que vi esses dias, lá de longe, uma bunda na janela. E a amei desde que a vi, na sua redonda inocência. As bundas não têm consciência de si mesmas. Nem as belas, muito menos as feias. Ah se elas soubessem os suspiros que suscitam. Se as mulheres soubesses o valor que seus assentos possuem, o tesão que provocam, a tentação que surge com o seu passar, o prazer libidinoso de apertar, de morder, de lamber. Ah, se as mulheres soubessem o quanto possuem em apenas existir.

Ainda não falei da morena que conheci. Ela parece, pelo menos no corpo, com outra morena que conheci em Londrina. Mas é mais bonita e muito mais inteligente. E um sorriso perfeito. Conversamos um pouco, sem muita intimidade, mas me pareceu que ali rolou um clima interessante. Trocamos emails. Vez em quando entro em contato com ela, e me parece bem receptiva. Mas infelizmente não mora aqui, mas em outra cidade. Uma pena. Um dia a visito.

O melhor de mudar de cidade é a liberdade que sentimos. Ninguém me conhece. Ninguém, por enquanto, dá a mínima pro que faço ou deixo de fazer. Ainda não devo ser motivo de conversa dos outros. Sou apenas um novo inquilino. Um cara de fora. Como é bom isso. É bom DEMAIS isso!

Cara, como é bom ser livre!

13
Jun
09

A velhice

Texto publicado em 14.03.09 no meu antigo blog – link ao lado

baliani_vecchiaia-222x192Vou ser um velho triste. Vi meu rosto em fotos e me imaginei com mais rugas, mais anos e decepções pela frente e concluí isso. Um velho triste e melancólico, como talvez eu já seja há alguns anos.

A questão da velhice volta e meia ressurge na minha cabeça, apesar de eu ter apenas 20 e poucos anos. Talvez não pensar no futuro e não ficar toda hora lembrando o que se passou seja o mais correto, mas sei que é mesmo difícil fazer isso.

Ontem a loirinha bonita apareceu. É bonita mesmo, mas não diria que ganha de todas. A primeira Tati era melhor. Talvez ela fique em segundo.
Apareceu, mas não deu muita bola. Não me importo com isso. O futuro tem muito a me oferecer ainda. Muito mesmo. Se eu me remoer por coisas tolas como essas, to ferrado.
Tenho a minha velhice inteira pra ficar caduco e triste e, daí sim, sofrer de verdade, isso se eu e minha véia não ficarmos o dia inteiro na cama, tentando relembrar os velhos e já distantes tempos. Com o viagra.

Estou à procura de uma namorada. Não é que eu goste de namorar. Na verdade prefiro só ficar o tempo suficiente pra ir pra cama algumas vezes e depois mudar, mas desta vez preciso. E quando se precisa de alguma coisa parece que tudo parece decepcionar a gente. Quando a merda da certeza bate na nossa cabeça, podemos dizer sem sombra de dúvida: fudeu. Percebi que a vida vive pregando peças e devemos estar preparados pra isso, tentando pregar peças na vida. Nunca conseguiremos, mas dessa forma evitamos que ela consiga. A vida.

E por hoje é somente isso. Devo escrever mais por aqui nos próximos dias. Esperem e verão.

11
Jun
09

Um pouco de (vã) filosofia

Texto publicado em 13.03.09 no meu antigo blog – link ao lado

filosoNesses últimos dias fiz muita coisa, mas também pensei muito. Existem coisas na vida que pensamos que são de uma certa maneira durante grande parte das nossas vidas. Nesses últimos três meses acho que consegui ver algo de uma outra forma.

Às vezes percebo o quanto sou inocente, ingênuo. Que os acontecimentos que vivi nos meus 20 e tantos anos ocorreram sem nenhum esforço da minha parte, que na escola eu não estudava de verdade, mas todos os anos eu era aprovado. Que nos vestibulares que fiz (vários, vários…) nunca estudei realmente e também foi assim no meu trampo.

E assim era a minha vida, sem esforço, sem fadiga. Posso dizer que também nos meus relacionamentos amorosos foi assim. Não fiz muito para iniciá-los, nem para terminá-los. Apareceram, acabaram. Assim, simples.

Talvez eu perceba que a vida em geral é muito complexa, muito dura, então tento torná-la mais simples pra mim. E agora vejo que estou errado. Que sou errado. Que esta simplificação dos fatos, dos sentimentos, da vida não é nada a não ser um engano. Um feio e fedorento engano.

Sempre que falo, com o meu raciocínio supérfluo, os outros demonstram a simplicidade do meu pensamento tão fácil que me sinto uma criança a argumentar com os adultos. E então vejo a superficialidade de tudo que penso e acredito, daquilo que vivo e de mim mesmo.

Mas não sei se algum dia mudarei. Porque o pensamento simples (ou simplificador) está dentro da minha cabeça há tantos anos que parece muito difícil me tornar diverso daquilo que sou e aprendi a ser.

Agora é necessário desfrutar do pouco tempo que ainda tenho com meus amigos, beber, falar com eles e depois, ao mesmo tempo que retornar à casa, retorno também à minha solidão, aos meus pensamentos simples e fúteis e infantis, às minhas dúvidas, ao meu nada.




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Sente-se que a privada está aberta

As mulheres de minha vida - e a minha vida - passearão por este antro patologicamente correto, fetichista, ninfomaníaco, sujo, depressivo, alcoólico e deteriorante. Vivamos a vida como ela é. O que deveria ser não é nada a não ser abstração e saudosismo barato, com pitadas de hipocrisia. Bem-vindo à privada aberta. Puxe a descarga na saída. (Talvez este blog seja uma obra de ficção e eu não exista realmente)

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